Após iniciar o pregão em alta, o Ibovespa chegou a operar em queda de mais de 1% já no início das negociações de hoje. Questões como a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o projeto de lei que prevê a volta da tributação sobre lucros e dividendos pagos ou creditados a pessoas físicas ou jurídicas, além da extinção dos juros sobre capital privado (JCP) estão no radar.
"Temos tantos pontos que o mercado fica nessa indefinição de hoje. Ou até que pelo menos haja alguma conclusão em cima desses pontos", comenta Elad Victor Revi, analista de investimento da Spinelli Corretora.
Para ele, esse movimento de queda também reflete a realização de lucros por parte de investidores do setor financeiro. "Os bancos subiram muito nos últimos tempos. É uma realização momentânea e gráfica", comenta sobre a venda de papéis com preço maior que o de compra para embolsar ganhos.
Nesse sentido, o índice pode voltar a qualquer momento para o campo positivo. "Tem a questão da aprovação da LDO que, se sair, gerará superávit e as agências de rating olharão com outros olhos as notas", diz.
Sobre a aprovação do projeto de lei de dividendos, o analista comenta que há rumores de que não foi aprovado, mas, como ainda não saiu informação oficial, deve ainda estar preocupando investidores.
Para Carlos Cardoso, economista da FuturaInvest DTVM, a queda de agora é mais um movimento técnico. "É um movimento técnico e deve ser revertido logo. O noticiário, com expectativas de estímulos na China, deve influenciar a alta. O Ibovespa tende a subir", diz.
Há a expectativa de que o Banco do Povo da China (Pboc, o banco central do país) anuncie medidas de estímulo monetário, como a redução do compulsório, após mais uma rodada de indicadores econômicos fracos.
Por volta das 11h20 no horário de Brasília, o Ibovespa operava em queda de 0,51%, aos 52.025,14 pontos. O índice atingiu a mínima de 51.560,04 pontos. O contrato do índice com vencimento no dia 17 subia 0,07%, aos 52.250 pontos. As informações são da Agência CMA.
Cândida Schaedler / Agência SAFRAS
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Fontes: Safras & Mercado
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